Acordar as 11hrs em uma segunda feira implica um sentimento mensurável de saudades do final de semana que não volta mais, ao contrário do dia anterior, a segunda amanhece solitária ao seu redor. Isso pode contaminar o pensamento e fazê-lo agir ao longo do dia, contra si próprio. No entanto, espreguiçar traz à tona a liberdade que uma segunda feira acordada relativamente tarde pode lhe dar. Uma vez li, em um blog, que fazer das segundas feiras um domingo séria o ideal para aflorarmos a paciência e darmos conta do quanto pequeno somos dentro de um universo. Agora escrevendo, vejo que identifiquei a pequinês e alcanço a plenitude de não temer o tempo, fazê-lo correr atrás de mim. Ser coroado o rei, sem o clichê que a palavra a emprega. Mesmo sem muito dinheiro, estando a mercê da condução pública.
Estando na frente do computador, observo vindo milimetricamente do meu lado direito, o mesmo que uso a mão para digitar palavras, um tímido vento se aproximando e invadido o quarto em um sopro só, com a janela aberta, noto que o dia está sorrindo para todos nós, basta aproveitarmos e fazermos o que podíamos e não fizemos ontem. Por culpa de medo, de outros notarem que não somos um mero rótulo. Tudo acaba se tornado uma questão do quanto traímos a si próprio. Acho fundamental, antes de dormir, contabilizar os erros que nos desviaram da realidade que construirmos até o momento, por mais que a vida solicite que uma tristeza chegue ao colo de outro alguém.
A interpretação da tristeza varia e é relida de acordo com a cultura adquirida do sujeito, não adianta reclamar, tem dias que o sol não invade a alma, portanto, estar agasalhando em dias de frio é necessário para equilibrar o seu viver e ter a certeza que só de sorrisos não se chega a lugar, notas tristes fazem um ser. Humano com o sorriso, mas, aprender a encontrar-se em choros faz um ser. Ambos dialogam e necessitam serem sentidos.

Sorriso e choro, assim é trilha, estar presente independente de multidão ou solidão, seja sol ou frio. Somos e conseguimos ir muito além do bem e do mal. Entenda, respire mais. 
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