Foi graças a cinebiografia dirigida por Milos Forman que fui apresentado a obra do artista americano Andy Kaufman, que, diga-se de passagem é interpretado brilhantemente por Jim Carrey, causando no expectador definitivamente o sentimento de fazer parte do Mundo de Andy, que acabou sendo o nome da película filmada em 1999.
Através da narrativa somos levados a trajetória do artista, da infância ao sucesso, das polêmicas a decadência.
O interessante na vida de Kaufman é a forma como ela se desenvolveu. Cheia de altos e baixos.
Vanguardista no humor, por seus personagens, destaque para o pseudônimo Tony Clifton e sua forma singular de conduzir suas piadas, entretanto, desde sempre, sua negação por ser rotulado como um comediante sobressaiu confundido muito o seu público, o auge para tanto, foi quando no seu show de humor, ficou horas lendo um romance para platéia, exemplo de uma inquietação por inovação que moveu o seu legado.
A produção pontua bem o lado questionador do indivíduo, nos colocando algumas vezes em dúvidas se o que estamos vendo na imagem trata-se da realidade, já que a mentira é um aspecto gritante na característica do artista, que a usava para se contrapor a fantasia do show business.
A imprensa americana, a televisão e o receptor, como a sociedade da época em geral presenciou e ajudou a contrariedade de uma figura midiática que parecia estar a todo o momento pedindo socorro de um fardo que impuseram ao seu trabalho. No entanto, até a sua morte em 1984, o seu caminho parecia ser construído milimetricamente, mesmo no auge de sua decadência.
Ao final da película não tem como não dizer que Andy Kaufman estava a frente do seu tempo, todo o seu repertório artístico se tornou fragmento de muitas escolas do humor que conhecemos e vemos hoje em dia na televisão: seja nacional e internacional.
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