As vezes eu só queria descansar de quem eu mesmo escolhi ser. Por minutos, talvez oras, dias. Quem sabe anos, décadas, de repente me ver inserido num contexto diferente, para conseguir caminhar com direção. Estar imerso ao mar de possibilidades de uma nova cidade. Dar um tempo do carnaval, deixar de lado a sexta-feira, passar sem ver a incoerência que o futebol pinta no quadro do cotidiano pós-quarta-feira.  A gratidão está em extinção, penso na frente de um espelho sem me ver, escrevo. A inércia da futilidade contamina a todos, inclusive já está na rede social, poderia detalhar o manual para se fazer sucesso no submundo que contempla o mundo. Divago,  assim, divago, não por você, por quê as vezes é melhor se esquivar. Veja só, clamo para os poetas que conheci, oferecendo a minha oferenda, a banalização da experiência, o descaso com o segredo. Recebido, diriam eles, tenho certeza, que coisa assim é  démodé, borá falar de outra coisa? Falariam e sem deixar a resposta sair já emedariam a perguntar:  O que achas das paisagens esquecidas? Há meu garoto olhe para o que ninguém percebe, tenha tempo para o esquecido, sinta o aroma da rotina sem fazer alardes para se incluir em algo que te corrompe pra fora de si. Quem hoje tem preocupações com o coração? Intimista falaria, eu,  sem acordar a cidade, que tenho por objetivo ser o sonho dos que agora dorme. Há poetas, o que eu quero não é ser cultuado como vocês, o meu silêncio certamente não está nas bibliotecas espalhas por ai que empoeiram o egocentrismo, nem nas charmosas livrarias do centro de São Paulo que elizitizam o conhecimento, no meu silêncio ouço ao fundo o mar da contra mão, as ondas bem fortes que não respeitam o meu querer. Se o destino é violento, o engarrafo num ponte feito algodão. Posso ir além do que se vê, mesmo se na leitura as previsões forem distintas. Estar em outra cidade não significa sair da nossa. Quem em São Paulo cuida do coração? É, sempre assim, nos guiamos pelo olhar, o que não estiver pintado logo não existe, mas sinto o esquecido, quero ficar de olhos abertos enquanto vocês dormem. No metrô mesmo sendo levado, sinto cansaço ao invez de raiva. Não gosto da simbologia que a elite é, detesto a banalização na internet. O meu sentimento não vai ser tomado por um curtir. Vivemos num mundo vazio? Ou, eu que estou no lado de fora desse grande abraço?

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