Não faz pouco tempo que mantenho problemas com a segunda e a sexta-feira. Em ambas não contenho os meus sentimentos e os breves pensamentos. Sinto-me enganado pelo tempo. Paralisado e de ressaca da preguiça do pós-fim e mais tarde atraído pelo charme da véspera do final. Certamente, permaneço com aquele velho ideal de vencê-las. Meu caráter é ser levado pela inércia da ocasião. Se me chamas, eu vou, se bebês, me embriago em possíveis formas de ser, de andar e de entender. Simulacro de si próprio, séria?  Deve ser por isso que eu faço mais downloads do que eu posso ouvir ou ver. Eu nunca tive a regalia de pensar no que sou e serei. Tudo está passando e de repente já me encontro acordando novamente na madrugada, apesar de variar a trilha do despertar, o acordar é sempre o mesmo, rumo ao chuveiro, fechando a tranca da porta. Lembro das cenas iguais do Réquiem para um Sonho. Não há reclamações, só há desentendimento com a falta do saber lidar com essas duas. Phoenix no ouvido sucedendo Coeur de Pirate. E o dia que alguém vencer o tédio, conseqüentemente a pressão. Quando respirar a vida, certamente não bata na minha janela, a milhas de distância estarei daqui.

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