Atualmente, existe musica boa sim! E por que não, inovadora também. Nem todo mundo se encantou com o gozo de outrora que faz você não parar de gemer. A globalização explodiu, logo, as informações são jogadas a nossa cara a todo instante. Difícil é notá-las. Portanto, criou-se o horroroso chamado nicho, ou seja, a informação com selo e endereço exato. Só entra quem é da panela. Veja: nichos sempre existiram, mas não com essa intensidade da pós-modernidade. Prolifera-se. Cria-se rotina.

Coisa certa de ontem, de hoje e de amanhã é a apropriação da indústria cultural. A maquina não parou, com isso, a idéia de que não se faz nada de útil contamina os caretas do Rock “n” Roll, principalmente. Claro, se o parâmetro for o produto enlatado que satura nas esquinas, avenidas, ruas e bordeis por ai, o diagnostico faz jus ao preconceito musical, porém não é assim,a antiga mania de falar já que não sabe ficar de boca fechada é feia por demais.
Não costumo levar á serio a preguiça do pensar e a banalização do falar, mas as vezes coça, tenho em mente que determinados artistas deveriam levar consigo os royalties eternos pelos serviços prestados dentro da música. Como também sei que discurssinho pessimista é démodé total.
Saia de vista galinha de macumba.
Sou um cara encantando com a modernidade, entenda bem, o encantamento não reproduz cegueira, algumas coisas boas e antigas, consegui achar o tempo de escutar, não parei na estagnação de alguém, sou, vivo agora, conseqüentemente tenho a regalia de ouvir o que foi feito agora, nem por isso barro o de ontem. Sei que ambos têm importância e credito.
Sonho no dia em que a amplitude contamine o ser humano, que a besteira da comparação fique pra trás. Que o rotulo seja jogado no chão, abandonado e que a indústria cultural queime no inferno. O artista de hoje, é aquele que o de ontem queria ser, em termos de plataformas, de agente de si mesmo. Muitos se foram pelo câncer do show business.
Lendo uma frase dita por um musica brasileiro chamado Thiago França, enxergo a real importância da música atual, quando diz “A gente faz parte de uma geração que cortou o cordão umbilical com os festivais. Nenhum de nós quer ser o Chico Buarque ou o Caetano Veloso. Eu não quero ser o Coltrane, saca? Não quero apenas emprestar meu instrumento para o convencional da partitura, quero fazer um papel diferente e enriquecer o arranjo”, significa a proliferação da informação acontecendo, as pessoas fazendo por contra própria. Alegrai-nos. Mudança de postura. Quem não se move, vive trancado eternamente.
Mas quem é Thiago França? Não é contra a lei desconhecer o cara, porém, o ditado desgastado já dizia e ainda tem fôlego pra dizer, boca fechada não entra mosquito. Não fale o que não sabe e que ainda desconfia porcamente, ou melhor, preguiça a mil milhas morando na sua mente.
 E necessário balancear os ânimos, não fazer jejum, mas também não passar da conta. Vamos devagar na louça. Os de hoje não merecem ser rotulados e jogados na fogueira das comparações com monstros do passado. Cada um tem seu momento, vamos marcar impedimento para a caretice musical.
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