Não se pode viver de amor: trata-se de uma tentativa infeliz do cineasta Jorge Duran de sair da rotina cinematográfica brasileira. Ou então, como preferir, um exemplo egoísta de como um profissional não está interessado na compreensão do publico, portanto, elabora um projeto simplesmente para satisfazer uma roda de amigos.
O longa metragem parece te levar a um precipício sem fim, quando o pior parece ter passado, a sempre uma desgraça maior que está prestes a se concretizar. Uma tortura áudio-visual, sem coesão, numa tentativa frustrada de buscar novos rumos cinematográficos. Um roteiro com desdobramentos ridículos, piores que o simbolismo do clichê (previsível ou caricato).
Filmado de uma forma amadora, desleixada, aparentando ser um projeto que no meio do percurso faliu ideologicamente. Os atores tentam e a vontade não falta na atuação, porém falta alma, história e crédito para o publico acreditar no que é passado na tela.
Uma falta de responsabilidade do Ministério da Cultura na aprovação do incentivo fiscal privado nesse projeto horroroso que mancha a história da cinematografia brasileira, causando o apoio no imaginário popular de que cinema brasileiro é sinônimo de porcaria.
O diretor do excelente “E proibido Proibir” tenta unir a realidade e o nonsense de uma maneira particular, donde o qual seria um dos poucos a gostar, literalmente fez um filme pra si próprio, porém, na atual conjuntura crescente do cinema brasileiro, fazer algo assim pode custar caro para outras obras no futuro.
Nesse filme, há a recriação da história do anjo anunciador Gabriel, nos tempos atuais, especificamente no cenário carioca contemporâneo. Sem sucesso, se esbarra numa sucessão de acontecimentos que flertam com a bizarrice.
Um desserviço, o senhor Jorge Duran fez na realização desse filme. 
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