Heróis Imaginários é aquele tipo de filme que a princípio ao ler a sinopse achará que não é recomendado para quem estiver triste, por conter um enredo recheado de dramas pessoais.
O longa metragem segue numa abordagem crua e intimista, mérito próprio do diretor e roteirista Dan Harris, que não conhecia, mas que particularmente me agradou a forma como retratou os assuntos complexos que permeiam a história, de uma maneira simples e direta.
A história conta a vida de Tim (Emile Hirsch), que faz parte de uma família falida. A sua vida é silenciosa, enigmática. A estrutura do filme parece caminhar a todo instante, numa tentativa de aproximação do protagonista.  
Começamos a ver a trama em uma disputa de natação, ganhada por Matt (Kip Pardue), irmão de Tim, nadador bem sucedido, porém infeliz que mais tarde se suicidária. A partir desse ponto, abre-se espaço para outros dramas, como a da mãe Sandy Travis (Sigourney Weaver) e do pai Ben Travis (Jeff Daniels), ambos atingidos por tragédias pessoais do passado que retornam com a morte do filho.
Tim é o típico adolescente que sofre por problemas comuns de sua idade, “como a ausência da definição própria”, sendo assim: se protege escondendo as chaves do seu mundo, porém como nos outros personagens do filme, monta-se um quebra cabeça, já que as informações ditas no inicio não pareciam se encaixar dentro do que era registrado e vai se revelando a cada cena e fazendo sentido no final.
Se a trama seguia distante de seu protagonista, passamos a entendê-lo. Passam-se as estações e a história que parecia pessimista, termina como o verão – ensolarada. O velho clichê de que todos viveram felizes para sempre não ocorre de maneira drástica, entretanto, o pior parece ter indo embora com o inverno.

Boa pedida para quem gosta de um bom drama, que não quer parecer nada além do que é !

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