Ontem, dia 06 de abril ocorreu o primeiro discurso do senador eleito, Aécio Neves (a esperança final do PSDB) na tribuna do senado, onde, demonstrando obvia e premissa manobra de ganhar força como oposição visando uma futura candidatura criticou a posição atual, a presidenta Dilma Rousseff e todo o contexto político que está por traz do PT.
Continuísmo e falta de posição histórica do partido dos trabalhadores foram as criticas levantadas pelo senador, em que causou a comoção da “direita” enfraquecida.  Sábio, um dos pontos altos em seu discurso foi finalmente se beneficiar do fato de Fernando Henrique Cardoso ter sido presidente, fato esse, que foi motivo de vergonha para os tucanos ao longo da fracassada campanha do vampiro José Serra.
No ponto de vista político é um marco o posicionamento de Neves, porque parece dar indícios que o coma da oposição parece ter solução, gera vida e abre um leque de possibilidades futuras.
Agora, saindo do campo democrático de acreditar que o melhor caminho para uma sociedade e ter uma oposição, para assim evoluir, chego ao ponto pessoal e cético de pensar que o Brasil há muito tempo, exatos 8 anos não tem uma oposição decente e interessante, que se possa valer de força pra concorrer a altura da posição.
Independente da artimanha do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva de virar pelo avesso a forma de se fazer política aqui no país e ter diminuído o poder partidário, a oposição precisa se manter forte e consistente no mesmo nível, de uma forma que a sociedade tenha duas opções potentes a se votar.
Não sou favorável aos tucanos e tão pouco ao PT, entretanto, tenho a consciência do quanto é importante existir os dois lados da moeda e achei importante citar essa empreitada protagonizada pelo Aécio Neves que pela primeira vez aos logo dos anos do PT no poder deu a cara pra bater. Ainda, sigo desacreditado de que as coisas iram se direcionar a um caminho diferente, porém basta acompanhar o desenrolar dessa história e conferir se estou certo ou errado.
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