Caças as bruxas, dirigido por Dominic Sena seria um filme que nunca assistiria por iniciativa própria e muito menos procuraria ele na locadora, portanto sem intervenção alheia, nesse caso do meu pai, passaria em branco perante o filme.
Esse repúdio previo se deve exclusivamente ao Nicolas Cage, que demonstra em seus últimos lançamentos uma quase decadência em protagonizar só bombas cinematográficas, Presságio que o diga. Enfim, nunca tive o carisma por Cage, seu trabalho nunca me atraiu, simplesmente por essa circunstância reluto toda vez em assistir um filme do ator.
Eis que surge segunda feira de carnaval, e, vou ao cinema, com minha mina e meu pai e sem muitas opções a assistir, segui a linha obvia do gosto do meu coroa: filmes fantásticos que dialogam com o medieval ou a época bíblica, que contenha uma aventura ligeira e um enredo previsível., banalizando tudo a serviço do entretenimento.
Nada contra e não querendo se sobressair do gosto de ninguém, no entanto, não costumo assistir no cinema projeções assim, até gosto, mais minha curiosidade sempre avança diante desses títulos, procurando alguma obra que me acrescente algo ou que foi o alvo de certos comentários. Portanto, queria assistir “Bruna Surfistinha” porque, existe nessa obra uma responsabilidade de carro chefe, no intuito de gerar sucesso ao cinema brasileiro nesse ano de 2011, dessa forma, escolheria esse (mas divago).
 Não tem muito o que falar do filme, se conto muito conto tudo, apesar que ao entrar na sessão o publico já pode suspeitar do final. Mas a história se resume a Behmen (interpretado por Cage) e a Felson (Interpretado por Ron Perlman – o melhor do longa metragem sem dúvidas), dois cavalheiros da religião católica que foram enganados pela igreja na época das cruzadas, sendo assim: com a promessa dos pecados perdoados, lutaram e mataram muitas vidas por um falso moralismo da época.
Porém, ambos se cansaram e fazem a pergunta se a conduta levada até então estava certa, se contrapondo a própria igreja, sendo renegados na Europa inteira. Contudo, fugindo, direcionam-se a cidade santa, quando são parados e reconhecidos como grandes cavalheiros, membros da região fazem a proposta de limpar suas acusações caso a dupla ajude na cura da grande peste que mata a sociedade.
Para a tarefa, juntamente com um grupo especifico, precisam levar uma garota acusada de bruxaria até um monastério onde seria julgada. Com a última missão, o bando, enfrenta dificuldades até o alcance do objetivo.
O roteiro segue numa linha de clichês atrás de clichês, com tudo que se tem direito e que se possa ver num filme desse gênero, desde mortes anunciadas e uma ponte no meio do percurso numa situação precária. Nesse ritmo, a projeção segue no seu desenrolar, trazendo um final grotesco, causando em mim, a incrível sensação de ter visto um dos piores finais existentes no cinema.
Em, todavia, poderia concluir dizendo que foi uma das piores coisas vistas por mim, mas não, me diverti muito, comprei a idéia e a precariedade do longa metragem, ri com as piadinhas de Felson, torci para a vitoria de Cage, só não consegui engolir o epílogo, do resto recomendo, já escrevi aqui antes – da grande importância em se desprender da história cabeça e embarcar no entretenimento exclusivo. Pelo menos as vezes é bom, o que fica na memória são os momentos.
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