A importante tarefa de não ter medo:

Há uma semana veio ensaiando para escrever sobre a importante tarefa de não ter medo, principalmente de viver. O tema veio a mente quando assisti o novo vídeo do RadioheadLótus Flower”. No qual, durante aproximadamente 5 minutos o vocalista Thom Yorke utiliza-se do seu corpo de uma forma engraçada, em outras palavras ele faz uma dança um tanto esquisita.

Mas, o que diabos, um videoclipe da banda britânica tem haver com a importância de ser real e não se camuflar diante dos seus medos? Absolutamente tudo. Quem não é atento, logo de antemão olha o clipe e só consegue enxergar o cômico que o conteúdo realmente tem, outros, dos quais chamo de chatos de galocha, olharão e pensarão o seguinte: Nossa que ridículo! Desarmado de todos esses pré-conceitos, notei, que o novo material do grupo de Thom é no mínimo interessante, no ponto de vista ideológico, sim, aquela dança que a principio achou que era boba, tem a sua mensagem, não uma suposta parodia barata de cantoras como Lady Gaga e Beyoncé (por exemplo) como argumenta os críticos cults.
Para mim, quando olhei o vídeo a primeira vez, pensei, rapidamente, conclui: Isso daqui é demais, fala muito sobre o desapego de pré-definições, ao desinteresse do comportamento social consagrado, basicamente fala sobre “eu não me importo, quero viver longe do medo”.
O “grande genial” diretor, pensador e ícone -* Charles Chaplin tem inúmeras frases que dialogam contra o medo, trazem a menção do descrédito da implicância e da preocupação. Uma delas é “Não devemos ter medo dos confrontos… até os planetas se chocam e dos caos nascem as estrelas.
É Thom, até no remoto exemplo de não ter pensado nisso, mas, particularmente acho que o material em questão foi realizado conscientemente, ou seja, reflete no argumento que defendo, por isso, acho que o próprio cantor quis deixar claro, a importância de ser real. É quem acompanha a banda sabe da história de Yorke (principalmente na infância) onde era rodeado de bullying e os mais espertos olhando a sua aparência sabem que sua figura foge completamente dos padrões estéticos da sociedade. Dessa forma cabe de certo modo a previsão dos críticos cults, na qual observo naturalmente, que além de encorajar os que vivem sobre a desculpa do medo, também deixou o seu recado para toda a indústria cultural, olhem, sou feio, mas posso dançar como a Madona, porque não? Mostre o regulamento onde se fala que não posso remexer o meu corpo, portanto, sem argumento, vocês terão que testemunhar o real.
Acreditem: esse post não é feito por um fã birrento do Radiohead, se fosse um clipe do artista mais brega e feio do mundo, com a musica mais chata, mas tivesse o apelo da “Lótus Flower” estaria aqui, exaltando da mesma forma. A identificação foi imediata, por experiência própria onde n vezes deixei de fazer coisas que gosto, por medo, barrado na péssima questão do, mas se, se olharem e falarem de mim, se me zoarem, se acharem isso ou aquilo.
Não vou mentir, ainda é muito difícil ser cem por cento real, algumas vezes paro nos falsos argumentos contrário. Porém é notável a melhora, agir sem medo é possível, se vive mais, se faz um ser humano melhor e limpo. Os problemas são incentivadores diretos do seu próprio talento de saber lidar ou solucionar eles. A pessoa que fala mal e porque se limita a pequinês. Castrado de cultura e bom senso.
Entre um amigo sincero que gosta do que não gosto, por exemplo: um fácil alvo da mídia ou aquele que se gaba, por ter lido livros e não coloca em prática tanta teoria, ficando somente com explicações pra si mesmo (o famoso egocentrismo) prefiro ter do meu lado o transtornado, o preso dentro de um submundo criado pro consumo.
Para finalizar: faça igual Thom Yorke, Michel Melamend e tantos outros que fugiram do convencional – dance, fale, grite, escreva no meio de um texto hahaljef9u8e90uer erogoiopg – coisas sem sentido, por exclusiva e única razão de querer agradar a sua alma, onde, ela é a principal engrenagem da sua carne que anda, caminha e percorre. Fugir de falsas desculpas é necessário como o diabo foge da cruz, usar pra bem próprio o velho clichê de não ligar para a opinião alheia é uma dádiva. Pense, seja cidadão, se exercite, haja da maneira que quiser dentro dos direitos e deveres. Pelo menos por alguns segundos, feche os olhos e imagine viver fora de si.
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