Não há como negar que estamos vivendo um momento diferente na história do mundo, a potencialização do mundo virtual refletindo no mundo real. No entanto, a pergunta que se possa fazer é a seguinte: essa influência é cem por cento, no que se diz a modificação na vida do indivíduo através de uma notícia? Utilizando um exemplo de bastante valia é o jornalismo, que quando inventado, consagrou-se como o meio responsável para padronizar e modificar o cotidiano da sociedade. Como? Orientando os mais diversos civis a se comportar em diferentes plataformas sociais de acordo com cada conteúdo veiculado.
Pensando no contexto virtual: é fácil identificar uma padronização no comportamento do ser humano, principalmente dos que nasceram nesse século e são tidos como a geração Y. Sendo assim, abre-se o fenômeno da inclusão virtual na contemporaneidade dessa década, dos que são integrantes ativos de um espaço determinante na rede, nos dias atuais, e, é obrigatório fazer  parte de um todo cibernético – a chamada rede social, do contrário a exclusão será sua sina. Quem não faz parte da rede e não tem o alcance publico é excluído desse mundo, querendo ou não. Não se tem escolha, É fato consumado.
Dessa forma sabemos que a mídia social se tornou um ícone forte no comportamento pós-moderno, porém, o que não está claro, se esse comportamento por meio de uma informação ou fato criado consegue ditar as regras das informações? Ou seja, de novo a pergunta é colocada, só, que dessa vez com uma leve inclusão – Já que sabemos que a mídia social é ferramenta comportamental do individuo, o conteúdo realizado nesse espaço consegue modificar a vida da sociedade, assim como a mídia tradicional alcança essa formula há séculos e desse jeito, respectivamente a informação gerada no mundo virtual influência os veículos informativos tradicionais?
Tenho cá pra mim que não.  Apesar do advento quase feroz das mídias sociais e a preocupação das marcas (empresas) em fazerem parte desse submundo, ainda sim, tudo que gira em torno do “novo mundo” é sobre o mundo de fora, a realidade qual caminhamos diariamente e nós relacionamos pessoalmente com outros seres iguais a nós.  Usa-se a internet para celebrar o conteúdo físico – palpável, como filmes, jornais, acontecimentos reais e assim por diante.
Estudando os Trends do Twitter (TTs) pode-se ter uma idéia dessa afirmação, todos os assuntos mais comentados na Rede Social nesse exato momento são sobre fatos noticiados antes pela mídia tradicional: O sexto Trend é a noticia que a canção da Legião Urbana “Faroeste Cabloco” vai ser filmografada, fato veiculado antes em diversos portais nos seus respectivos espaços destinados a musica, antes de prosseguir um detalhe importante, um conteúdo para ser cria do virtual, tem que ser gerado por uma pessoa comum, ou melhor, por uma pessoa independente, sem laços comerciais com uma empresa de noticias, que no caso da canção da Legião foi criado por profissionais da noticia. É se enquadra justamente no fluxo da mídia social. Ponderando novamente – a conversa sobre assuntos que são veiculados pelo mundo real (a mídia tradicional).
Exaltando a idéia de discussão dentro da rede sobre determinante fato exposto primeiramente em outros lugares depois na internet. Imagino que a idéia central da Web 2.0 – (a do compartilhamento) possa nós dizer o porquê, da tradicional mídia ainda sim pautar seus assuntos fora do nicho virtual, pelo menos no Brasil. É evidente, que o jornalismo tradicional tem uma força incrível dentro das esferas sociais do país, com o compartilhamento 2.0 em redes, o antigo receptor teve alcance de produzir seu próprio conteúdo e se aproximar da noticia vinculada, mas, mesmo assim, com os anos de recebedor passivo de informações, sua ação na web se limita a dar seu ponto de vista em cima de assuntos antes trabalhado pela mídia palpável.  Por isso, a mídia social – das redes sociais, ainda não consegue influenciar a mídia tradicional, no quesito notícia. Não tem essa tradição ainda de gerar seu próprio conteúdo.
Em contrapartida, no quesito consumo a mídia social direciona os novos caminhos do marketing, o que diz bastante na mudança humana, em termos de consumo (mas divago), porque para atingir os cem por cento na mudança da vida do ser humano, dito acima, o mundo virtual teria que fazer noticia e influenciar diretamente no trabalho dos veículos escritos e televisivos. O que muitas vezes consegue como no fatídico caso “Cala Boca Galvão”, uma criação da web conseguiu ultrapassar a barreira do virtual e do real é tornar noticia, instigando a curiosidade alheia em querer saber mais desse fenômeno. Outro caso de pouca relevância, mas que destinou numa plataforma especifica, foi à troca de Twittes ofensivos de Neto e Ronaldo, que virou notícia e foi gerado na rede.
Nos Estados Unidos, a temática é diferente, lembra das eleições presidenciais de Barack Obama? Pois é, os blogs independentes tiveram um papel fundamental em sua eleição, com seus conteúdos direcionaram o sucesso do atual presidente rumo a sua vitoria e o mais recente, foi o caso da morte do cantor Michael Jackson veiculado primeiro em um blog americano e depois pelas demais empresas de notícias americanas.  No Brasil, incrementou-se uma tímida mudança para fornecer forças suficientes para o auto-sustento, quando o Presidente Luis Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista coletiva com diversos nomes da Blogosfera brasileira, mas nenhum veiculo de massa noticiou, portanto, o fato se tornou quase invisível.
Existem milhares de pessoas independentes que consegue gerar dinheiro com Blog e Twitter ou em outras áreas virtuais, enfim as mídias sociais, no entanto sempre se destinam a um nicho específico, ninguém ainda conseguiu aderir um espaço de notícias como um todo, que influencie o cidadão, assim como os jornais ainda direcionam o cotidiano.
É preciso estar ciente da diferença de comportamento virtual e influência consagrada, às vezes se vê alguém lendo na pagina da folha dentro do Facebook, (exemplo) uma noticia que poderá refletir numa mudança de fato na vida dela, com isso acha-se que a mídia social está mudando o individuo, mas não, é aquele mesmo veiculo de anos atrás trabalhando de acordo com sua proposta editorial, que somente utilizou-se do espaço virtual para fornecer sua notícia.
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