Antes de tudo, quero deixar bem claro que não sou preconceituoso, pelo contrário em meu mundo utópico, imagino todas as pessoas vivendo, respeitando qualquer diversidade demonstrada, porém uma leitura me fez abrir caminhos para obter possíveis respostas de o porquê ainda existir ações contrarias aos homossexualismos. 
O nome do livro é: A política para não ser idiota escrito pelos filósofos Mario Sergio Cortella e Renato Janine Ribeiro.  Tal pensamento veio a minha mente devida, uma constatação feita por Cortella sobre a falta de posicionamento político coletivo, sua opinião é por ter ocorrido uma substituição do termo indivíduo pelo individual, ou seja, a sociedade está presa em questões de âmbito privado, causando um deslocamento direto na vida política. 
Quando empregamos a palavra Individual para ser definida, pensamos ser uma questão de caráter singular – a interesse exclusivo de uma única pessoa, sem a possibilidade de inserção alheia. Com isso, abre- se uma questão já relatada por um teórico de Frankfurt – Herbert Marcusedefensor e criador da teoria de padrões de comportamento.  
Termo antigo usado pelo teórico, para identificar determinações da indústria cultural sobre o comportamento humano. Que leva o individuo a crer que tal ação utilizada é a sua identidade, mas não é uma definição comportamental, que diz a respeito do individual.
Sendo assim: eu não posso acreditar no homossexualismo, como também no heterossexual, por que o rotulo não é sobre a identidade, é sim um padrão de comportamento, sendo assim: uma classificação de comportamento além de abdicar do coletivo, existe nela, uma forte e estreita relação com o preconceito – em geral, usando outros exemplos como “comportamento musical”, podemos identificar um pré-conceito estabelecido por se tratar de uma manifestação diferente das consagrada: – exemplo: “Pessoas que gostam de Emocore, dentro da sociedade existe uma recepção negativa diante desse subgrupo”.
É a opção sexual não é identidade – não pode ter um indivíduo ao perguntado sobre qual é a sua identidade, que responda minha identidade e ser heterossexual. Não, identidade determina estado físico – exemplo: uma pessoa alegre, brava ou persistente, definições abstratas de sentimento, enfim – ser gay ou heterossexual não condiz como a identidade, se refere ao comportamento, que desde já pode ser levado a existir pelas mais distintas razões.
Um ser humano está apto a experimentar qualquer tipo de condicionamento sexual, ou seja, não existe uma restrição física, o que existe é um manual comportamental que está inserido de acordo com as varias esferas da sociedade, que dependendo da situação, pode se direcionar: a uma questão, sócio- econômica, passando ao exemplo rotineiro do falso julgamento sobre a moralidade comportamental que segue caminhando de gerações (sempre intocáveis) e finalizando a uma questão de determinações de outros grupos em cima do interesse do individuo.
Por isso acredito que o fato de assumir ser “Homossexual” você está inconscientemente propagando o preconceito, que historicamente estão ligados a rótulos.
É evidente que as pessoas se encaixam como objetos dentro de sua opção sexual, porque sempre existiram pré- estabelecimentos de como se comportar e dentro desses, existe uma forte negativa ou positiva em ser diferente do padrão estabelecido.  Indo mais longe, fazendo parte de um rótulo você se estabelece como publico alvo de algum nicho especifico da publicidade e sucessivamente do consumo.
Mas, como viver em um mundo sem rótulos e definições? Isso é uma questão que vai além de mim, o que eu sei, e, é evidente em certas classificações o dano é reparável, só que no caso dos homossexuais, fatos mostram que a situação se complica cada vez mais, sem haver uma conscientização da própria categoria, em deixar de se isolar em um nicho especifico e sim, mostrar que de fato se relacionar amorosamente com um semelhante do mesmo sexo  não é nada surreal, é sim, corriqueiro desde os primórdios, onde e quando essa ação ocorria não existia pré-definição.
Enquanto houver lutas de classes isoladas e não o real debate sobra à verdadeira igualdade e a opção de se viver fora do comportamento encontrado no eixo-consagrado e que fique clara a importância deste não ser rotulado em um condicionamento individual e ser sim uma opção, o preconceito existirá. Porque, essa palavra chamada preconceito está enraizada em todas as classificações e as pessoas nascem com preconceitos não mais por ser descontente da ação especifica, mas sim, por ser levado a crer de varias fontes, que determinada manifestação tenha passado por cima do seu falso valor, o qual a sua vida toda foi doutrinado a aprender.
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