Depois de fazer uma lista dos 10 melhores álbuns que eu escutei nesse ano que se vai (2010), agora, parto para uma lista parecida, mas, desssa vez com os melhores filmes que assisti no cinema. É provavel, que esses doze meses foram o ano que eu mais me desloquei ao cinema, foram 42 vezes no total, algumas sozinhas, outras acompanhado com a minha namorada e amigos. Sem dúvida assisti muita coisa boa, como também algumas coisas ruins. Consegui, escrever sobre todos as produções que consumi. Até ai normal, só que aqui também, cito apenas 10, o que para mim é uma tortura, sendo doido por cinema e achando qualquer experiência cinematográfica válida. Então para o meu critério de avaliação bastou o seguinte, escolher os longas que mais mexeram comigo pós-seção. Escrevo o porque da escolha, o que acarretou, como ela me deixou pós-filme, se guardo boas lembraças, portanto, segue abaixo a listagem dos 10 melhores produções assistidas em 2010.

10° Direito de Amar
 A Single Man: Direção: Tom Ford

Apesar de ter essa tradução horripilante no Brasil, A single man – e prefiro me referir ao filme assim, narra a trajetória  de um professor homossexual recêm viuvo, que encontra dificuldade em voltar a viver. Com um tema que possa até sugerir especificamente  ao público Glbt, a trama consegue quebrar esse nicho e ser transformar universal, para a vida e todos os casais das diferentes opções sexuais. Enfim, ver Colin Firth atuando nessa história é incrivel, causa uma inveja do bem para qualquer aspirante a ator. Julianne Moore, por mais pequeno que seja o papel dela, sua presença traz com ela um charme único, que somente atrizes como ela carrega. Silêncioso, triste, trilha sonora ao fundo, impressão facial dos atores, preenchem o todo do filme. Saí do cinema emocionado por tanta verdade.

09° O pequeno Nicolau
Lhe Petit Nicolas – Direção: Laurent Tirard

Baseado na obra infantil Lhe Petit Nicolas, do co-autor de sterix, René Goscinny e ilustrado por Jean- Jacques Sempé, a aventura de Nicolau nos cinemas é aquele tipo de longa-metragem feito para família se divertir comendo pipoca e dando risada do excelente elenco infantil que conta a produção. Foi numa quinta feira – véspera de feriado, que sem compromisso assisti junto da minha namorada. Conclusão, ambos adoraram, nem senti o tempo passar, sai querendo mais aventura, refletiu em uma imensa nostalgia após a seção.  “O pequeno Nicolau” é aquele tipo de filme de gênero específico  que caminha por uma quase perfeição , mas por motivos de pouca mídia e espaço segue no anonimato, é poderia ser unanimidade se fosse visto por um número maior de pessoas.

08° Bróder
Direção: Jeferson De

Não se fala Bróder, se fala mano! – uma das falas que marcam  a trama – assisti esse filme no 34° festival de cinema de São Paulo, duas vezes, duas com a presença do diretor, na segunda consegui conversar com o diretor, no qual soube porque esse filme que ainda vai estrear em março de 2011 tem tudo para ser um grande sucesso. Mas, não é pelo fato de eu ter falado com o Jeferson que eu achei a 8° melhor produção que assisti no ano, mesmo sendo algumas vezes precário nos recurso técnicos ou até mesmo no roteiro. Bróder é preciso, trata-se do oprimido ganhando força no discurso, narra a vida periférica sem ser piegas, o filme do ano que tem mais abraços entre homens, que fala do valor da amizade. Como disse anteriormente que Colin Firth causou invenja em qualquer um que sonhe em ser ator, o que dizer de Caio Blat, o que é seu personagem?  para muitas mentes sem o conhecimento da vida na periféria sua interpretação suou forçada, para mim que sabe o que é o vocabulario periférico, Caio fez um brilhante papel, conseguiu ser rua. Sem falar, na cena fantástica dos amigos passeando pela cidade, ouvindo a musica ” Fim de Semana no Parque” dos Racionais, aquela cena, eu me esbaldei.

07° Toy Story 3

Diretor: Lee Unkrich

 Era a parte que faltava para fechar a maior e a primeira animação computadorizada feita. Quando lembro de Toy Story carrego comigo um milhão de lembraças e nostalgia da minha infância. Nessa terceira aventura, os briquendos de andy se tornaram inválidos, já que o seu dono cresceu e está indo a universidade. Portanto, Toy Story não é apenas uma histórinha bobinha, por trás disso tem muita coisa, como a chegada da maturidade, o fim da infância, a inesistência de muita gente que se foi da sua vida. Com isso, Buzz e Woddy me mostraram a infância, a pré-adolescencia e agora me mostram como é bom as vezes, mesmo que seja por pouco tempo ser criança novamente.

 06° Menino Prodígio
L´enfant prodige – Diretor: Luc Dione

 Esse longa-metragem também foi visto na 34° Festival de Cinema de São Paulo desse ano. Quando consegui ter posse do guia da folha que trazia a sinopse dos longas, de premissa quis assistir esse longa canadense – Menino Prodígio – por se tratar de uma cine-biográfia, de um pianista canadense que conheceu a fama desde cedo, André Mathieu na década de 70 já era considerado um fenômeno no piano. No entanto não conseguiu manter sua fama ao crescer. Vou falar que esse filme me emocionou do começo ao fim, e que levesa em relatar uma historia que começa feliz e caminha obscuro. As primeiras cenas dele tocando em um recintal em Salle Gaveaume (Paris) me deixaram arrepiado, sentia que estava sentado nas fileiras admirando o talento único desse pequeno prodígio. Naqueles instantes inesqueciveis na sala de cinema, estava o mais proximo que já estive de Deus, sem demagogia alguma, a musica clássica tem esse poder de diálogar com os anjos, com o céu, com Deus. Esse filme foi um presente pra mim.

05° Insolação

Dirigido: Felipe Hirsch e Daniela Thomas

Aos poucos e raros que constumam entrar nesse espaço, tenho a total certeza que você nunca ouviu falar de Insolação e se ouviu foi por mim, também tenho a certeza de todos os filmes aqui citados, você nunca assistirá insolação. Isso porque esse longa metragem é daqueles fenômenos que aparecem sem ninguém perceber e em menos de um mês sai da sala dos cinemas. O meu interesse nessa produção se deu por conta de Daniela Thomas, havia assistindo no ano passado um filme dirigido por ela  e o Walter Salles- Linha de Passe – excelente, portanto estava interessando nesse em questão. Foi um sacrifício conseguir assistir, tive que ir em uma seção única, bem cedo. Lembro que sai de casa de manha e com muita fome. Mas, a fome passada foi bem recompesanda. Insolação é desaconselhável  a quem não tenha nenhuma experiência cinematográfica neo-realista, ou seja, de manifestações artisticas que pedem para ser usado a mente, por se tratar de uma obra de arte. Paulo José conversa com o público a todo o momento, os atores conduzem a trama como se estivessem no teatro, sai um ator de cena, entra outro.  Paulo Jose nesse longa caminha como se fosse o diretor: se encontrando com os atores para discutir os seus papeis na trama (simbologia). Na sala de cinema, lembro que eu delirava a cada cena, a cada diálogo. Sai de lá emocionado por ter assistindo o filme, sai com idéias, animação, vontade de criar, de ser aquilo que eu estava vendo na tela.

04° O Profeta
Un Prophéte – Dirigido: Jacques Audiiard 


O cinema francês bem representado nessa obra prima. Me interessei nesse longa metragem após ver o seu trailer. Pirei com as cenas mostradas. Narra a trajetória de Malik El Djebena, de um simplês renegado na cadeia para um grande marginal respeitado, com uma visão empreededora, claro, dentro da criminalidade. Agora como diz Mauricio Saldanha em sua cabine celular, pega o rock n rool de “Bons Companheiros”, junto como o dilema de “O poderoso Chefão” de querer entrar e sair de uma familia e pega a saga, o épico de um personagem em “Boogie Nights” .. pronto, é o Profeta, impecável tecnicamente. Uma verdadeira lição de fazer cinema em todo os sentidos. Um show. Uma cena antológica de ação de Malik matando seus rivais dentro de um combe, já valeu o meu ingresso, imagine ao resto.

03° Os famosos e os Duendes da Morte
Direção: Esmir Filho

Será que uma combinação que envolva: Esmir Filho – Ismael Caneppele – Nelo Johan e Bob Dylan pode dar errado, claro que não. Esmir já havia feito um retrato lindo sobre o primeiro beijo no seu curta Saliva, estreiou em longas metragens com os famosos, adaptando a obra de Ismael, conseguiu de uma forma poética, retratar a geração y, os garotos que necessitam ter uma vida virtual, se você vibrou com a rede social, é porque você não viu “Os famosos e os duendes da morte”, que deixa de lado qualquer clichê que possa ser feito do adolescente. Se Otto na música conseguiu falar com o meu interior, Esmir no audiovisual fez o mesmo. Um filme brasileiro que não parece ser brasileiro, e isso, não é nenhum merito, mas revela que Esmir Filho não é daqui, é de longe, eu também sou de longe, faço parte desse mundo cibernético. Vivo o dilema do protagonista a todo instante.

02° Tropa de Elite 2 – Agora o inimingo é outro

Direção: José Padilha

Tropa de Elite 2, assiste duas vezes no cinema, escrevi duas vezes no meu blog. Em termos técnicos é o melhor filme brasileiro da história, mostrou pro mundo e pra todas as mentes desconfiadas que o cinema brasileiro pode lutar de igual pra igual com as super produções norte-americanas. Como bróder, tropa é um filme preciso, que fez história no Brasil, na indústria cinematografica e na sociedade. Se Colin e Caio causaram invenja na interpretação, Wagner Moura nos trouxe a comprovação que é o melhor de todos, que cara fudido, que direção fudida, que elenco fudido. Eu poucas vezes senti como senti na cena em que o Capitão Nascimento batia no sub-secretário de segurança, aquilo significou minha vingaça. Tropa pode ser considerado quase perfeito. Roteiro elaborado, cenas magistrais, que intessidade Padilha você me causou na sua continuação. O sistema é foda parceiro, sem mais.

01°A Origem

Inception – Diretor: Christopher Nolan: 

Antes de tudo, fiquei com muita dúvida entre os três primeiros filmes, qual foi o que mais gostei, porque de todos da lista, não tenho dúvidas que “Os famosos” “Tropa” e “A origem” foram os que mais mexeram com os meus sentidos. Eu acabei escolhendo a “Origem” por conta de alguns fatores, primeiro por causa de Christopher Nolan, – que diretor é esse, não contente de fazer o melhor Batman de todos os tempos, ele me vem com um filme que traz tudo que uma produção tem que ter pra ser perfeita para um público amplo (ou seja quase uma unanimidade), efeitos visuais do caralho e um bom roteiro, com grandes atores – a segunda coisa foi por conta de Hans Zimmer e sua trilha perfeita – que se casa bem com a história e a terceira e decisiva foram as cenas que esse longa tem – muitas delas são antologicas, como a briga do personagem de Joseph Gordon-Levitt desrepeitando a gravida e travando uma luta contra um dos protetores do sonho invadindo, como a outra que é quando ocorrem o termino das três realidades, aquilo me sendeu um momento histórico também, nas duas vezes que assisti o filme no cinema, tive a certeza de estar diante de um acontecimento extraordinário do cinema. único, posso parecer forçado, mas ” A origem” mexe com seu sub-consciente, com sua percepção, com sua intelectualidade, com seus sonhos, traz de volta sua infância: por você ter a sensação após o término da seção de querer fazer aquilo que você acabou de ver na tela. Misturando tudo isso em um longa metragem em tempos de adaptações fáceis e de obras feitas especialmente para públicos específicos para gerar lucro. Nolan trouxe a magia do cinema fantástico sem ser piegas ou sem ser burro. É tudo isso, fazendo parte de Hollywood. 

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