“Você vai conhecer o homem dos seus sonhos” é a nova produção de Woddy Allen, onde o próprio roteirizou. Trata-se do seu 48° trabalho. Para quem não sabe, ele lança filme anualmente desde 1975. 

Nessa produção, Allen mostra que continua sendo Allen pós-modernismo, isso porque a trama pode ser confudida com qualquer história já contada por ele em outra oportunidade nessa década. Eu particurlamente não acho uma boa, o lançamento de filme todo ano, acaba refletindo numa banalização da obra, no entanto e isso é dubio, com uma industria cinematografica lançando tanta coisa desnecessária, o mestre sempre terá seu espaço para aparecer, mesmo que signifique o mais do mesmo.

Na pelicula em questão, o diretor começa flertando com ninguém menos que Willian Shakespeare, discursando a frase de Macbeth:, com o intuito de pontuar a trama: “A vida é cheia de Som e Fúria, e, no final, isso não significa quase nada.”

Com isso, vemos temas recorrentes na obra de Allen, voltando a céna, como: o abandono, a traição, a velhice, a procura incessante pela beleza estetica, a falta de sincronia entre a beleza fisica e a inteligência. Dessa vez Nova York, sai de foco, é Londres, torna-se seu ambiente de crítica.

Os atores da vez, são Josh Brolin interpretado (Roy), um escritor de um sucesso só, Naomi Watts, interpretado (Sally) – sua mulher, Gemma Jones vivendo (Helena) sua mãe e x-esposa que encontrou no espiritismo sua valvula de escape, Anthony Hopkins vivendo (Alfie), seu ex-marido e um senhor de idade que quer se tornar jovem novamente, Antonio Banderas interpretado (Greg) dono de uma galeria de arte, Freida Pinto, vivendo Dia, uma jovem bonita.

Portanto, o diretor fará o que sabe fazer de melhor, criar belas cenas de encontros e desencontros com essa turma toda. Roy se interessa por sua visinha Dia, mas vive um casamento falído com Sally, que por sua vez está interessado por Greg, seu patrão. Helena encontrou sua redenção no espiritismo, onde torna sua vida depedente da crença, Alfie tenta de todos os jeitos se tornar jovem, até se envolver com uma ex-prostituta e se casar.

 Sendo assim, no meio de tanto pano na manga, os desdobramentos ocorrem, preenchidas por muita ironia, crítica e humor negro. Numa vida rodeada de som e furia, Allen diz e mostra novamente o quanto o ser humano é frágil e vunelrável. A existência é fugaz e frágil. Cada gesto humano refleti nessa idéia.

Naõ tem jeito, mesmo com repetições, personagens parecidos de outras horas. O mal humor do senhor Allen sempre terá vez.

Anúncios