Chega ao fim mais um ano, 2010 se vai, só resta as lembranças. Um ano bom para muitos e ruim para outros, algo normal ao se tratar de vida, pois bem aquele velha sensação de inovação rodeada de esperança com mudança é fácil de ser encontrada nesse mês. Mas, se tem coisa que eu sempre gostei no final de ano é as listas de melhores: melhores canções, melhores filmes, melhores álbuns, enfim todo o balanço de um ano inteiro feito pela mídia ou por qualquer outra pessoa ou instituto, isso independente do veículo, se tiver lista eu gosto e acompanho. Lembro que quando tinha os meus 11 pra 12 anos, em todo final de dezembro ficava de ouvidos nas rádios para descobrir quais eram as melhores canções escolhidas por determinada estação radiofônica. Ao ter crescido me distanciei das rádios, por conta da invasão fabricada de musicas enlatadas destinadas ao sucesso, fui me deparar novamente as listas em um blog de um jornalista famoso, o Zeca Camargo, apresentador do fantástico, foi em 2008 que parei no espaço virtual dele e por acaso era dezembro, lá continha uma pequena lista de melhores álbuns, pirei com aquilo só tinha musica boa e melhor,  eu não conhecia quase nada de lá, tratei de baixar a maioria da lista. Hoje, é tradição eu acompanhar a lista que ele faz, não só de musica, como também de livros e cinema.

Andei pensando, como é legal esse negócio de listar as coisas que você mais consumiu no ano, porque não, eu também embarcar nessa parada e fazer a minha humilde lista de melhores álbuns que ouvi em 2010, já que eu consegui manter esse espaço durante esse ano, nada mas justo que eu mesmo me presentear e organizar as canções companheiras que me acompanharam durante esses 12 meses. 
Não tenho a intenção de nada, como disse só quero me presentear, espero que daqui alguns anos, me barre com esse post e lembre de tantos momentos que aconteceram e marcaram meu ano, onde sempre estava escutado alguma música ou pensando.  Nessa lista será escolhido os 10 álbuns que mais escutei. A princípio é isso, não se trata dos melhores do ano, mas sim dos melhores pra mim, que fizeram parte dos meus risos, anseios, medos, tristezas, caminhadas, hora rios de pico, indas a faculdade, sextas feiras loucas, fim de semanas pré-teatro, fim de semana pós-casa da minha mina, enfim, segue a lista abaixo:
10° Calla – Strenght In Numbers (2007) 
Calla é uma banda Rock Indie Estadounidense, nada conhecida no Brasil. Eles formaram a banda em 1997 no Borooklyn, de lá pra cá, já se foram 09 álbuns lançados. Esse é o ultimo lançado. Não me recordo como conheci essa banda, mas sei que ela faz parte do inicio do ano. Passei Meses ouvindo esse CD. A banda tem uma pegada um pouco parecida com a banda inglesa Interpol.  Destaco a faixa 04: Sleep In Spleendor e 07: Bronson. – A voz do vocalista é demais. Gostava de ouvir no túnel do metro onde viaja demais.
09° Emicida – Emicidio (2010)

Eu já tinha gostado da primeira mix-tap dele- “Pra quem mordeu cachorro por comida até que eu cheguei longe”, porém em “Emicidio” – Emicida evolui, isso é claro logo na primeira faixa: “É Agora”, onde ele faz um relato sobre a fama que conseguiu, e faz o inverso  do rap nacional tradicional, em vez de colocar a culpa nos outros ele consegue construir um musica com uma mensagem positiva, mesmo com a batida tão agressiva, em seguida vem a faixa- Cê Lá Faz Idéia, no qual ele identifica a mazela racial, numa refrão poderoso e uma batida melhor ainda. Além de ter outras faixas que falam sobre o amor, sobre a batalha de Mc na santa cruz, uma homenagem pro Racionais Mc´s, sem falar na importante questão que ele coloca: quem ganha mais com a miséria: A política, o Datena ou o Rap?  


08° Thiago Pethit – Berlim Texas (2010)

A Thiago é a versão masculina de Tiê. Com letras simples e arranjos bonitos, Berlim Texas fez parte de muitas noites em claro onde estava triste ou alegre. O bom desse álbum é esse, serve pra tristeza e tanto pra alegria. Posso falar também que Pethit é o Beirut brasileiro. Agora que ele ganhou o VMB, vai longe, merece, porque a música dele toca na alma, fornece inspiração, destaco a faixa 06: Fuga N°01, que tem tudo haver comigo.






07° Dub Incorporation – Diversité (2003)

Imagine uma banda de reggae francesa – é Dub Incorporation que honra a bela história do reggae. O som dos caras é demais. Escuto e levito, não me preocupo com nada ao redor quando ouço, viajo nas vozes, nas guittaras, na bateria, melodias. Conheci essa banda muito por acaso, tava a procura de uma banda de Dub no 4 shared, quando vi essa banda na lista e baixei na hora de ouvir, fui para melhor faixa, à 04: Rude Boy, pirei, foi numa madrugada. Dormi ouvindo o CD. Fiquei maluco. Dub Incorporation foi responsável por eu voltar a dar atenção ao gênero reggae. Sem mais.




06° 3 Na Massa – Confraria das Sedutoras (2008)

Projeto paralelo que reúne Dengue e Pupilo do Nação Zumbi, e Rica Amabis do grupo instituo junto com cantoras da música brasileira e atrizes, só beldade, de Leandra leal a Pitty, de Lurdes da Luz a Thalma de Freitas.  O interessante que logo que saiu esse álbum eu baixei, na primeira impressão não havia gostado, então permaneceu perdido no documentos do computador durante bom tempo. , por alguma razão que eu não sei a qual, esse ano tratei de ouvi-lo, dai a surpresa achei demais, viciei por meses, não saia de casa antes de ouvir a faixa 8: Objeto – cantada pela Nina Becker, todas as faixas são boas, existe uma mistura interessante nesse álbum e um charme único também.


05° Marcelo Jeneci – Feito pra Acabar (2010)
  
Ele surgiu em Guainazes e não toca Rap, um caso raro,  já tocou com Zélia Ducan, Arnaldo Antunes, Chico César e Vanessa da Mata. Fez o seu primeiro álbum, que estará com certeza em todas as listas, seja nas tradicionais ou em amadoras como essa. Uma Sanfona, uma bela banda, uma voz feminina acompanhando – Laura Lavieri  e muita jovem guarda. Letras que falam de como não é obrigado ser feliz, de tristeza, de amor. mas tudo isso sem ser démodé. A faixa 3- Felicidade é a minha musica de final de ano. Se soubesse tocar algum instrumento com certeza a minha primeira canção seria Dar-Te-ei, a faixa 6, que é linda.

04° Portishead- Dummy (1994) 

Nunca é tarde para ouvir Portishead. Eu sei disso, sempre admirei essa banda, mas nunca peguei para ouvir um álbum específico. Quando fiz isso, conclusão: viciei – Todas as faixas são fodas – uma obra prima de 1994. Batidas perfeitas, melodia tranquila, voz que fala na alma. Durante bom tempo, meu celular era proibido de apagar esse álbum. Roads é a melhor música. É do tempo, não é datada, tenho certeza que daqui uns vinte anos, escutarei de novo esse álbum é será tão intenso como é hoje. O mundo precisa descobrir mais Portishead, depois que ouvi “Dummy” foi um pulo para ouvir outros da banda. A banda perfeita pra escutar a todo momento, mas debaixo do chuveiro, vendo a água cair é uma viagem.


3° The Beatles – Sgt Pepper´s Lonely Hearts Club Band (1967)


– Foi assim, confesso, não se falava em outra coisa que não Paul Maccartney,por isso acabei ouvindo um Poadcast do Jovem Nerd sobre a banda, é nesse programa falaram desse álbum Sgt Pepper`s Lonely Hearts Club Band, que era revolucionário, que tratava-se de uma obra de arte e divisor de águas no mundo musical, pois bem, baixei, já conhecia sucessos isolados da banda, como Help, Something, enfim, mas nunca tinha ouvindo um inteiro. Ouvi essa, só tenho uma coisa a dizer: Puta Que Pariu onde estava que nunca tinha parado para escutar essas canções. Único, instrumentos perfeitos, experimentações incríveis, bem diferente dos Beatles tradionais que é conhecido na mídia. Getting Better, Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, Fixing a Hole, o mantra do Within you Whithout You, enfim, são trilhas que se tornaram fundamentais para meu desempenho final na faculdade.

02° Kamau- Non Ducor Duco (2008)

Penso, existo, evoluo, analiso, pesquiso, reconstruo, insisto, resisto e assim continuo pra ficar raiz no ramo em que atuo. Refrão da faixa 03- Evolução na Locução, foi uma das musicas que mais escutei esse ano, era certa pra ser ouvida na sexta feira. Voltava no último metrô, com esse CD inteiro sendo executado. Considero esse álbum um dos melhores já lançados no rap nacional, Kamau faz rima fácil, fala de amor, fala superação, fala de sensacionalismo, de positividade. Rimas inteligentes, sacadas impressionantes, batidas fortes. Non Ducor Duco foi muito mais do que musica, servia como remédio pra melhorar da depressão, pra continuar a ver a esperança na vida de concreto. Todas as faixas são demais, todas dialogam comigo, retratam meu momento, conseguiram enxergar eu, de uma forma que ninguém enxergou esse ano. 

1° Otto – Certo dia Acordei de Sonhos Intranqüilos (2010)

Otto acordou de sonhos intranqüilos, eu por intermédio dele também acordei. Otto sofria antes de ter lançado essa obra prima, eu também. Certo dia acordei de sonhos intranqüilos, não é um simples álbum, é a obra de arte desse cantor pernambucano, que demorá dois séculos pra lançar uma coisa assim novamente. Não se nasce Beatles, Chico Buarque, Pink Floyd, David Bowie, sempre. Não adianta coisas assim demoram pra acontecer de novo. Escutei esse CD inteiro uma vez, não gostei tanto, escutei a segunda vez, não podia ouvir outra coisa. Foi a coisa sonora que mais tocou esse ano no meu celular e no meu computador . As musicas 6 minutos é poesia, Saudades é linda, Crua é demais, todas são incríveis,  serviram pra mim como um recomeço. Peguei esses dias pra escutar novamente e não tive dúvida, viciei de novo e soube que aquelas canções que fazem parte desse disco foram as melhoras do ano. Claro pra mim.      
    
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