Parece que foi ontem que estava cá no meu quarto deslumbrado com a internet discada, aprendendo a ser paciente com ela ao esperar a sua conexão, desbravando o sexo oposto e fazendo amigos pelo “ICQ”, conhecendo a madrugada por intermédio do “Napster”, no qual varava as noites aguardando o fim de um download, o que acabou refletindo na minha formação musical. Foram tempos que pensei que fossem direcionados a eternidade, pois bem, o tempo tratou de dar o seu ctrl alt del e os dois serviços sumirão, um por ter tornado démodé e o outro por falência.

É o tempo tratou de mudar, os avanços tecnológicos ditaram a década de 2000. O uso da internet se tornou popular com a chegada da banda larga, a web de 1.0 estática, tornou-se 2.0 com a temática interativa e com o compartilhamento de arquivos e a quem diga que estamos evidenciando a web 3.0, que significa o melhoramento da função anterior com a agregação de novas mídias como o celular. Mas nisto, divago, por se tratar de uma questão complexa que é tema de debate dentro do cenário informático.

O longa-metragem: A rede social, do diretor David Fincher me trouxe boas lembraças do passado e constatou o momento em que vivemos com a forte inclusão digital, isso porque antes de relatar a historia do criador do facebook, a trama identifica a contemporaneidade e retrata o ser humano cibernético, aquele que precisa possuir uma vida virtual para ser aceito entre os diferentes grupos sociais que se relaciona.

Longe de ser a obra prima de Fincher e tão pouco marcante por alguma atuação de seus atores, a produção funciona por conta da própria história.

História:

Estamos na Universidade de Harvard no ano de 2004, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) é um aluno, que detêm uma inteligência e uma percepção invejável, no entanto constuma ter problemas ao se relacionar com os outros. Logo na primeira cena ele e sua ex-namorada – Erica (Rooney Mara) travam um diálogo, que serve para indetificarmos a personsalidade do protagonista. Por ser chamado de babaca por ela, do seu quarto arma uma vingaça, comparando-a com um animal em seu blog, além de criar um jogo na rede da universidade, com uma disputa de fotos de alunas, onde os alunos escolhiam qual fotografia era a melhor, o que rendeu a atenção dos administradores oficiais, lhe redendo uma visita ao Conselho de Administração de Harvard.

Com o seu nome espalhado aos quatros cantos da universidade, os irmaõs Winklevoss (Josh Pence, Armie Hammer e John Hayden)  o chamaram para planejar seu projeto: o Harvard.com. – uma rede social que serviria para enturmar a faculdade. Perto dos resultados finais, Mark desaparece alegando problemas na linguagem, em fevereiro de 2004, ele cria o THEFACEBOOK, uma rede social que serve para enturmar alunos da Harvad.

Não demora muito para o site virar mania no campus, tornando evidente a necessidade de ampliação, com isso junto com o seu sócio Eduardo Saverin (Andrew Garfield) , estedem o serviço para à Universidade de Stanford, à Universidade Columbia e à Universidade Yale. Em Stanford, chama atenção de Sean Parker (Justin Timberlake) – co-fundador do “Napster”, logo Mark e Sean se tornam parceiros, dando ínicio aos verdadeiros dramas da história.

A trama não é linear, vemos ela em três tempos, a história (passado) e duas acusações em julgamento (momento), a primeiro dos irmaõs Winklevoss por conta da apropriação intelectual do Harvard.com. usada no facebook e a outra de seu socio Eduardo, por ter sido lesado em um investimento de risco ao longo da trajetória de sucesso.

Uma fala que permeiou a minha mente por horas após a sessão dita por um personagem secundário, mas exclarece essa história como também serve para tantas outras, que é a seguinte: Em todo mito da criação existe um vilão. Nessas palavras vemos que Mark com todo o sucesso e a sua inteligência se tornou o vilão da própria criação. É se não bastasse, sendo o dono da maior rede social do mundo, permanece o homem mais solitário, sem ao menos conseguir adicionar sua ex-namorada em sua invenção. O que abre espaço a uma questão, será que as redes sociais não significa compartilhamento de solidão a distância?

A rede social certamente irã concorrer e tem grandes chances de ganhar o Oscar, por conta do tema e da nitida intenção da acadêmia em mudar os ares da festa e focar no publico jovem. A David Fincher esse novo longa servirá como “Os Infiltrados” serviu para o Scorsese, em relação ao Oscar, poderá ganhar o prêmio com o seu filme mais modesto. No entanto, essas coisas sempre acontecem quando falamos em premiações.

Anúncios