Um quarto em roma é o novo filme de Julio Medem, um diretor espanhol cultuado pela opinião pública por ter realizado obras como: “Os Amantes do Circulo Polar” (1998) e “Lúcia e o Sexo” (2001).  No entanto há muito tempo seu passado de glórias vem sendo colocado em cheque pelo seu penúltimo filme: “Caótica Ana”, no qual a mesma opinião pública que um dia lhe reverenciou disse que a obra em questão tratava-se de um equivoco do cineasta que se perdeu em suas intenções cinematográficas.

No caso “Um Quarto em Roma” sofreu a mesma crítica por meio dos jornalistas de platão, que argumentaram que Medem se perdeu em sua exploração pela sexualidade feminina, para alguns mais exaltados, a produção em si trata-se de  uma pornochachada mascarada de filme de arte.

Eu particularmente não conhecia o cineasta, apenas tenho em meus arquivos do computador o longa “Caótica Ana” que ainda não tive tempo de assistir. Pode parecer um pouco infantil mais a minha escolha de assistir o filme ocorreu por causa da capa e pela beleza das atrizes. Antes de entrar na seção não sabia nada, nem  havia lido a sinopse. Era como se as duas atrizes Elena Anaya e Natascha Yaroveko, presas na capa me chamara para assistir.

Então estava lá atraido pelo poster sem saber de nada da trama . O longa começou, logo vemos uma Roma contemporânea, o tempo é a noite, em uma escuridão surgem a espanhola Alba (Elena Anaya) e a russa Dasha (Natascha Yaroveko) que acabaram de se conhecer e juntas demonstram estar um pouco alterada pelo álcool. Após o surgimento elas param  na frente do hotel onde Alba está hospedada, ela convida  Dasha pra subir em seu quarto.

Dentro do quarto descobrimos que elas se conheceram em um bar na própria cidade. Presas naquelas paredes, o sentimento de perda que ambas carregam parece ter sido o fato da aproximação, mesmo sendo desconhecido por elas. A narrativa não sai do quarto, tudo gira naquele espaço, mentiras, choros, brincadeiras, sexo, as diversas formas mais intensas do ser humano ocorrem naquele curto espaço de  tempo.

Durante 109 minutos exploramos a intimidade feminina, em quase todas as cenas as protagonistas se encontram nuas e adentram em questões sexuais e pessoais, sendo que tudo é a flor da pele.

A decoração do quarto remete a um tempo distante de Roma, principalmente pelos quadros pintados por artistas do Renascimento, uma época onde o homem buscava a todo momento a sua humanização. Por meio dos quadros expostos vemos a relação até geométrica entre as duas, uma da Espanha e a outra da Russia. A perspectiva exata delas em um mesmo espaço.

Considerações Finais:

Precisa existir um equilíbrio nas opiniões demonstradas sobre a produção. Contrariando diretamente os críticos renomados não achei no todo um longa ruim, mas também não pontuo como maravilhoso. Dentre sua duração existiu pontos a favor e pontos negativos.

O modo como é conduzido o “climax” – é totalmente confuso, surgem coisas desnecessárias a cada travada de dialogo, o que causou por oras a desvalorização do trabalho das atrizes.  Porém,  o próprio trabalho das atrizes, principalmente da ucraniana Natascha Yaroveko que tem uma feição incrível, consegue trazer o melhor da produção. Isso porque,  elas atuarem 90 % do filme nuas, o que não é fácil para uma atriz se expor dessa forma, o que refleti diretamente no comprometimento e a vontade de que as moças tiveram pela trama. Apesar da boa vontade delas a limitação da narrativa sobressaiu e deixou bem claro as falhas.

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