Clara: Longa metragem dirigido pela alemã Helma Sanders-Brahms, que integrou a 34° Festival de Cinema de São Paulo em 2010.
O filme alemão narra à trajetória de Clara Schuman, uma pianista e compositora nascida em Frankfurt (Alemanha), que foi casada com o também compositor Robert Schuman.
                                                                
A obra não traça detalhes de sua infância e tão pouco nos mostra como a pianista aprendeu a tocar o instrumento que traria evidencia ao seu nome. Marca sua fase já famosa.
A trama inicia-se em um vagão de trem, onde Robert Schuman (Pascal Gréggory) sinaliza ao público por meio de seu diálogo que está cansado de fazer turnês, portanto o casal encontra-se em mudança.
O novo lar é Dusseldorf (Alemanha), ano de 1850, junto com o casal, surgem cinco filhos e mais um a espera na barriga de Clara.
                                                        Clara encantando todos
O primeiro contanto dela com os palcos não demora muito pra acontecer. Espetáculo lotado, sociedade local em peso, diante de seu piano os dedos de Clara (Martina Gedeck) deixam todos paralisados, numa comoção de sinfonias e melodias todos testemunham a magnitude daquele instante. Nesse cenário se apresenta: Johannes Brahms (Malik Zidi) um jovem pianista e compositor que aspira suceder ao talento de Shuman.
Robert Schuman que agora trabalha duro para apresentar sua nova composição e reger a orquestra local tem sofrido oscilações em sua saúde e que piora cada vez mais, com fortes dores de ouvido, se vicia em láudano contra gosto da mulher.
Clara através das crises de seu esposo encontra em Brahms tudo o que necessita de um homem. A jovem promessa que é cinco anos mais novo em relação à pianista encanta de premissa os filhos do casal, que demonstram mais afeto ao novato, do que ao próprio pai. 

                                                           A força do trio

“Bonita como a neve, cortante como um diamante”, ela marca sua época sendo a primeira mulher a reger uma orquestra sinfônica.

A trama se desenvolve em direção do Trio, entre o amor é o ódio, as relações acontecem, Schuman constrói em cima do novato um sentimento de sucessão ao seu talento enferrujado, ele por sua vez não consegue mais permanecer perto de sua amada sem amá-la e ela, esconde o seu verdadeiro amor por fidelidade ao esposo de anos.
Perto do final: Johannes Bahms ouve dos dedos de sua amada aquela composição que o tempo tratou de esquecer e que ele numa primeira demonstração de amor fez a relembrar.
Um final comovente, delicado e artístico marca “Clara”. Escrever para que, se podemos ouvir do piano, dos seus dedos eternos aquela mesma emoção que tomou conta daquele tempo.
Ficha técnica:
Direção: Helm Sanders Brahms
Roteiro: Britta Butzmuhlen
Fotografia: Jürgen Jurges
Elenco: Martina Gedeck, Pascal Greggory, Malik Zidi
Anúncios