Brasil,2010 Direção: Alexandre Carvalho Com: Francine Souza, Gus Stevaux, Mário Ilha, Silvia Pecegueiro, Tânia Granussi e Tatiana Eivazian



Antes de tudo, Fluídos trata-se de um longa-metragem nacional rodado ao vivo durante a virada cultural 2010 (Maio). O projeto nasceu da seguinte forma, os atores gravaram em diferente localizações de São Paulo e na mesma hora a edição era feita em tempo real e a sua projeção foi simultânea na sala de cinema. Ato chamado pelos diretor Alexandre Carvalho de cinema vivo.

A trama é feita a partir de três núcleos, um casal paulistano que adentra no limite dos seus prazeres sexuais, uma aluna de artes plásticas que mantêm uma relação com o marido via internet, dando espaço para o surgimento de uma relação com a sua professora transexual e por fim um garoto expondo seus problemas pessoais num reality show, tendo que manter conversas diárias com uma produtora sensacionalista para poder filtrar o contéudo que será abordado no ar.

O interessante é que todos os personagens de alguma forma se relacionam durante a projeção.

O projeto idealizado pelo diretor Alexandre Carvalho é ousado, na tela vemos o êxito realizado. Eu não tive a chance de assistir a projeção ao vivo, porque não havia publicidade o suficiente para abordar esse feito. Só fui ver ontem, numa sessão alternativa no cinema Belas Artes.

É gostei do que assisti. O filme tem um elenco excelente (todos desconhecidos pelo público), o roteiro é bem definido, os diálogos são formidáveis, destaco um rapidamente, onde o garoto exposto no programa de reality show e a sua produtora tem um momento breve de flerte, quando conversam sobre o livro O Apanhador do Campo de Centeio, do escritor J.D. Salinger.

Fluídos relata a metrópole paulistana idêntica como ela é. Não cria, somente retrata. Fluídos significa as ações se concretizando a todo instante na cidade mais diversificada do Brasil.

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