“Feliz Natal” projeta o que se tornou a celebração natalina na pós-modernidade. O primeiro filme de Selton Mello no papel de diretor mostra o seu lado desconhecido para o público. Com a câmera na mão e com ajuda da celebração do natal, que torna-se o fio condutor, temos o relato de uma realidade precària de uma familia da classe média do Rio de Janeiro.

A tristeza percorre a projeção do inicio ao fim.

“Natal não é comes e bebes e nem consumação, é o nascimento do menino Jesus” nesta fala dita por Mércia (Darlene Gloria) durante o almoço de natal, vemos o objetivo de Mello na realização da obra.

Os diàlogos muitas vezes são trocados por gestos corporais e fazem o diferencial da trama. A câmera percorre o ambiente e sempre para em algum rosto angustiado, que por meio da feição grita o descontentamento de permanecer preso naquela celebração.

Acredito que Mello só quis colocar na tela um desabafo artístico. Um sopro para sua inspiração, uma forrma de mostra-la sem precisar atuar.

No quesito atuação todos os atores são excpecionais, dos principais aos menos recorretntes a trama. Destaque para interpretações de Leonardo Medeiros, Darlene Gloria e Thelmo Fernandes.

A trilha sonora triste e as luzes me remeteram as obras de Walter Salles. Inclusive uma das personalidades que mais elogiou o filme.

A experimentação também figura em torno da obra, exemplo mostradona cena que as formigas invadem a refeição natalina.

O filme é parado, necessita bons olhos e concetração so deparar os minimos detalhes. Ao final da fita você pode sentir alegria ou raiva, depende muito do seu gosto cinematografico. Mas, eu acho que vale apena ser visto, já que essa realização vigora uma saida dos padrões recorrentes do cinema brasileiro.

Uma boa dica para repensarmos melhor na nossa relação familiar, além de repensarmos no verdadeiro fundamento das datas comemorativas.

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