O longa-metragem Solo estréia nos cinemas paulistas “quase que invisivel”, isto porque poucas pessoas sabem que um dia este filme existiu, com nenhuma publicidade em torno da obra, a direção esta a cargo de Ugo Giorgetti, conhecido por dirigir a projeção nacional Boleiros.
O filme é totalmente solo, ou seja, temos durante 72 minutos a faceta de um único ator num monologo. Estrelando por Antonio Abujamra, que faz algo muito parecido com o que realiza no final do seu programa Provocações na TV Cultura, onde o finaliza fazendo leituras de diversos poemas.
Mas nesta obra ele diserta sobre vários assuntos, o que é quase uma despedida ou uma constatação de estar descartado para o mundo. No filme todo, temos a sua visão em diferentes temas, desde a adolescência até o medo, o amor, os vizinhos, a cidade, enfim, para o público que espera fortes emoções este filme não é uma boa pedida, porém para aquele que anseia por experiências cinematográficas novas pode ser que sairá do cinema satisfeito.
O longa é complexo, confesso que certos momentos me deparei brigando com o sono, no entanto teve outras cenas que ficava intrigado com o monologo de Antonio Abujamra é me perguntava aonde este filme chegaria. É chegou ao fim, ainda não sei ao certo o que este filme representou para mim, mas sai do cinema satisfeito e com certeza de que esta obra de Ugo Giorgetti foi uma grande experiência cinematográfica.
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