(Imagem Creditada do site adoro cinema)

A projeção começa é logo avistamos um senhor na faixa dos setenta anos dividindo uma mesa com outros senhores numa cafeteria em Nova York, após uma breve conversa sobre a raça humana, ele levanta da cadeira e aproxima-se da câmera dialogando com o público, neste dialogo faz uma explicação das pretensões da obra vigente é interrompido no meio do seu discurso por um garoto do outro lado da calçada que pergunta para mãe, se o senhor é louco por falar sozinho, ele não se inibe com a desconfiança alheia é mantém a sua fala. Pronto o suficiente para sermos apresentados ao próprio Woody Allen, personificado na figura de Larry David, é para ficarmos satisfeito com o seu novo filme, “Tudo Pode Dar Certo”, já na primeira cena presenciamos uma formula antiga sua voltando à tona, á de conversar com o espectador. Enfim, podemos de fato nos acomodar na poltrona do cinema, para degustarmos de uma obra deliciosa realizada por este gênio do cinema contemporâneo.

Boris Yellnikoff pode ser classificado como um alterego de Woody Allen, um senhor de idade, ranzinza, admirador de opera e dono de teorias negativas sobre o mundo que vivemos. Neste filme quem é o responsável pela interpretação deste personagem é Larry David, co-criador da serie americana Seinfeld. Em um inspiradíssimo trabalho, Larry tira gargalhada do espectador a cada fala, quase um solo de “stand up”, com rápidas tiradas e colocações inteligentes.

Ao longo da narrativa, Boris convive com Melodie St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), uma jovem americana que fugiu do apartamento dos pais e o esbarrou na porta de sua casa pedido um lar para morar. Após um jogo de ironia por parte de Boris, os dois começam a se entender. O filme caminha até certo ponto direcionando este relacionamento, entretanto no seu desdobramento surgem novos personagens é dão o tempero a mais para trama.

Uma historia engraçadíssima. Um roteiro genial. Woody Allen voltando a sua raiz, Nova York. Um tanto parecido com a obra prima “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”. O sarcasmo é utilizando como ferramenta de critica para uma sociedade egoísta e conservadora. Palmas para disposição de Allen em continuar dirigindo longas e nós trazendo o seu bom e velho humor.

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