(imagem creditada ao site adoro cinema)

Difícil é começar a falar sobre Direito de Viver. Somente as palavras não seriam suficientes para descrever. Afirmo que senti, senti sua magnitude, sua beleza, delicadeza, lições, trilha sonora impecável, cada gesto do ator, cada passo, poesia nas cenas e finalmente o silêncio quando o filme termina. A ausência de som, mesmo com a trilha ligada no ultimo volume, complexo, porém genial.

Colin Firth ator discreto, associado por fazer comedias românticas inglesas, trouxe no seu papel, uma das melhores atuações vistas por este que escreve. Interpreta George, um professor universitário homossexual, que paralisa sua vida ao descobrir a morte do seu namorado. Na visão do seu passado, presente e uma perspectiva pelo futuro, seu personagem caminha conforme a trilha sonora o leva.

Tom Ford, diretor estreante, consegue encaixar as cenas juntamente com a trilha de uma leveza impressionante. A fotografia realizada é impecável, trazendo importância para pequenos fragmentos da historia que ajudam entrar naquele ambiente.

Sobre o filme ser votado para o publico gay, como havia lido em alguns veículos, discordo totalmente. A narrativa e vivida por um homossexual, mais poderia ser universal. No meio dessa rotulação, encontra-se uma historia bem mais abrangente, do que um mero relato sexual, cita diretamente a condição do ser humano em determinados momentos, principalmente, quando, o sofrimento afeta todos os campos que preenchem sua vida. Literalmente é algo nítido de ser notado em todas as classes sócias.

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