A principio para dupla de cineastas irlandeses Kim Bartley e Donnacha OBriain estar na Venezuela significava registrar alguns momentos íntimos do presidente Hugo Chávez e depois voltar a terra natal para editar e finalizar com um documentário desvendando quem é a pessoa por trás do titulo presidencial. Porém, nenhum deles imaginavam a atual crise política vivenciada no país. Imediatamente o foco do trabalho mudou, as imagens gravadas se tornaram fundamentais para analisar o golpe de estado sofrido no governo Chávez em 2002.

No inicio mostra-se um Chávez expondo opiniões contrarias sobre a globalização e o neoliberalismo exposto pelos nortes americanos. Nos discursos pra milhões de venezuelanos, enfatiza uma política visando à classe baixa.

O cerco político se fecha, quando Chávez propõe a distribuição dos rendimentos do petróleo á classe carente, gerando revolta nos elitistas de plantão.

Diante de um jogo de interesses, a imprensa e o governo promovem uma batalha de discursos na grade televisiva.

O ponto crucial para realização do golpe de estado acontece durante um encontro intencionado entre chavistas e opositores, nos arredores do palácio presidencial Miro Flores. A imprensa privada usa uma imagem na qual os chavistas atiram da ponte Llaguno em Caracas, para manipular a sociedade, para pensarem que Chávez ordenou a execução dos tiros contra os opositores. Segundo o documentário os tiros foram respostas pelo ataque sofrido dos fracos atiradores liderados por opositores

O governo de Chávez ficou enfraquecido depois do acontecimento e as Forças Armadas da Venezuela tinham o respaldo suficiente para entrar nas dependências internas do Palácio e pedir a renúncia do presidente. Retirado do poder, Chávez, afirma ter saindo por intermédio de uma ameaça de bombardeamento em Miro Flores e não por renunciar.

Pedro Carmona foi declarado novo presidente da republica, horas depois. Uma parte da população saiu às ruas para protestar a decisão, ocasionado um conflito entre os policiais.

Os protestos se tornaram diários e incontroláveis. A sociedade caminhou rumo a Miro Flores e se tornram peças fundamentais para volta de Chávez no poder. A guarda Civil do país chegou ao local alegando proteger o governo de Carmona, no entanto expulsaram todos os membros que haviam tido posse no poder executivo. Carmona conseguiu fugir a tempo. Portanto, a presidência retorna a Hugo Chávez e o povo festeja nas ruas.

Evidente que o relato descrito no documentário e uma visão contada por um lado só. Por este motivo o filme peca, por ser tão partidário do governo Chavez.

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